Os sintomas clínicos claros da deficiência em riboflavina são vistos raramente nos países desenvolvidos. No entanto, é comum o estagio sub-clínico de deficiência, caracterizado por uma mudança nos índices bioquímicos. Nas crianças isto pode levar num crescimento inferior ao normal. A deficiência de riboflavina raramente ocorre de forma isolada, e sim normalmente em combinação com deficiências nas outras vitaminas hidrossolúveis.
A deficiência experimental de riboflavina em voluntários humanos produz a glossite (lingua vermelha, lingua geográfica), estomatite angular (fissuras nos cantos da boca), prurido (comichão), escamação da pele e dermatite seborreica (inflamação da pele), especialmente no escroto. Pode acontecer a vascularização da córnea em pacientes com deficiência em riboflavina, estando então associada com fotofobia, visão diminuida, comichão e uma sensação de areia nos olhos. No entanto não foi estabelecida uma ligação direta entre estes sintomas e a deficiência.
Estudos utilizando o antagonista galactoflavina, revelaram alterações que não são vistas normalmente numa deficiência normal de dieta. Estas incluem a anemia normocítica e normocrómica e a neuropatia periférica das extremidades (latejar, sensação de frio e dor). A deficiência de riboflavina é também considerada como teratogénica, dado que ratos prenhes alimentados com quantidades sub-óptimas de riboflavina deram à luz ninhadas com anomalias múltiplas.
Grupos em risco de deficiência:
A deficiência de riboflavina pode ocorrer como resultado de um trauma, incluindo queimaduras e cirurgia e tem sido observada em pacientes com doenças crónicas debilitantes (p.ex. febre reumática, tuberculose, endocardite bacteriana subaguda), diabetes, hipertiroidismo e cirrose hepática. Outros grupos de risco são os idosos, as mulheres que tomam contraceptivos orais, as crianças e os adolescentes de meios sócio-económicos pobres, crianças com doenças cardíacas crónicas, pessoas que não consomem lacticínios e bebés em tratamento de fototerapia prolongada para a hiperbilirrubinemia.
A má absorção pode acontecer como resultado de doenças gastro-intestinais, tais como a sprue, a doença celíaca, obstrução intestinal, ressecção do intestino grosso, diarreia, enterite, atresia biliar e síndroma do colón irritável. As consequências de uma baixa ingestão de riboflavina pode ser agravada por alcoolismo crónico e stress crónico.